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Mostrando postagens de junho, 2025

DOIS POEMAS * Conceição de Maria

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DOIS POEMAS Negra Por que me mascarar e negar a própria cor Morena clara, morena escura, mulatinha, azeitonada parda(que cor é essa?) Não quero me mascarar sentir-me como objeto esconder-me de vergonha não quero ser multicolorida quero mostrar minha cara e me transcender gritando bem forte: - negra é minha cor! Dentro de nós Olhar além do muro e perceber as dores e as vozes que gritam sofridas olhar sem pena sem medo ver a realidade de que tudo não passou de um sonho pés no chão em caminhada para novos tempos tempos de recolher as pedras que puseram no caminho para nos ferir! Conceição de Maria Pereira Alves Rosa Poeta e escritora Pós graduada em Literatura, Brasil, Portugal e África e Pós graduada nos Estudos Históricos e Culturais da Diáspora Africana Participação em seis coletâneas de livros de poesias Lançamento , em 2018, livro de poesias, Pedaços de mim, de minha autoria Email: conceicao.rosa@uol.com.br *

Hino à Negritude * Eduardo Oliveira/SP

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Hino à Negritude  (Cântico à Africanidade Brasileira) EDUARDO OLIVEIRA/SP I Sob o céu cor de anil das Américas Hoje se ergue um soberbo perfil É uma imagem de luz Que em verdade traduz A história do negro no Brasil Este povo em passadas intrépidas Entre os povos valentes se impôs Com a fúria dos leões Rebentando grilhões Aos tiranos se contrapôs Ergue a tocha no alto da glória Quem, herói, nos combates, se fez Pois que as páginas da História São galardões aos negros de altivez II Levantado no topo dos séculos Mil batalhas viris sustentou Este povo imortal Que não encontra rival Na trilha que o amor lhe destinou Belo e forte na tez cor de ébano Só lutando se sente feliz Brasileiro de escol Luta de sol a sol Para o bem de nosso país Ergue a tocha no alto da glória Quem, herói, nos combates, se fez Pois que as páginas da História São galardões aos negros de altivez III Dos Palmares os feitos históricos São exemplos da eterna lição Que no solo Tupi Nos legara Zumbi Sonhando com a liber...

DOIS POEMAS * Adelgicio Ribeiro de Paula/SP

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DOIS POEMAS Pássaro em pranto Nada quero que não seja meu, nada desejo que não me pertença, mas quero fazer diferença, pois tentaram colocar em meus lábios palavras que jamais falei, e na minha mente ideias que nunca pensei. Me trouxeram, arrastado, pelos mares, me lançaram solitário nas cafuas, tiraram dos pés o meu chão. Respirei, nos porões, fétidos ares, me entretiveram com as suas gruas no alto dos prédios em construção. Carreguei nas costas peso maior do que o meu, perdi a identidade enquanto estive cativo, em trabalhos forçados, sem pão nem abrigo, até a minha etnia se perdeu, então, para ainda permanecer vivo precisei correr mais do que quem corria comigo. Fiz roçado para abastados fazendeiros, derramaram meu sangue no solo das senzalas, minha mãe chorou sem ter herdeiros, no pelourinho tentaram prender a minha fala. Mas a minha voz não se calou e o meu pensamento despertou outras vozes, que ressoaram um canto, que até mesmo o pássaro em pranto um novo canto entoou. Me escuta S...

ANTOLOGIA POÉTICA NEGRITUDE * Antologia Poética Negritude/Brasil

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ANTOLOGIA POÉTICA NEGRITUDE Antologia Poética Negritude/Brasil ANTOLOGIA POÉTICA NEGRITUDE